terça-feira, 20 de julho de 2010

Risos pra dor

Eu quero ver ciranda.
Tragar uma cana caiana.
Deitar na rede da varanda.
Dormir com você.
E amanhecer com passarinhos que fazem canções.
E o sol vai dizer...
E a lua brindar os nossos corações.

Eu quero ver festança.
Como bumba meu boi disparado.
Saltimbancos Serrados
Levando chuvas de risos pra dor

Quero te ver, cigana.
Eu quero que tu leia em minha mão
Um futuro pro meu coração,
Onde caiba você.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Prisão Moderna

Prisão Morderna
(Eric Ventura)

Meu mundo resume-se a volta de dois ponteiros
A cada 360 graus um suspiro de alívio
Uma hora a menos exterminando o tédio
Esperança chula pra chegada do fim

Prometem-me a liberdade.
Qual? De poder transitar pelas ruas?
Falam-me inutilidades, combram-me futilidades
E ainda querem minha paciência...
Sinceramente, meu Deus,
Já estou pagando meus pecados por aqui.

Olho pro lado, então.
Vejo nos olhos de um companheiro
Um grito de socorro calado,
Um sofrimento reprimido, tortura disfarçada!
Arrepio-me.
Nunca mais piso numa auto-escola.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Pulp

Pois é, to lendo muito Bukowski. Descobri isso depois que eu escrevi essa história (veja bem é mais uma história do que um relato, omiti muita coisa) em tons depressivos. Tem muita influência dos livros do velho safado ai.



E eu estava lá. Apertado e expremido no banco traseiro do carro do James. Nunca fui de usar sinto de segurança quando sento no banco de trás, mas quem estava dirigindo era um psicopata. Enxergava no sinto uma esperança pra chegar vivo em Formiga. Com certeza, se aquele carro tivesse asas ele iria levantar vôo.

Tudo chegava. Fazendas, galinheiros, chiqueiros, currais e inclusive a madrugada também chegou. Só Formiga não chegava. Fiquei mais assustado ainda quando soube que a estrada que iria pegar havia desabado. Isso porque o frentista a quem eu pedi informação falou isso com a maior naturalidade.



Depois de andar horas sem ver algum estabelecimento, já era uma hora da madrugada e avistamos um motel. Fui lá pedir informação e o que escuto é uma mulher gemendo e gritando “Não pára! Não pára não! Eu quero mais! Vaaaai! Ahhhh”. Foi engraçado, tirou um pouco a tensão de risco de vida que estava se apoderando de mim.

Maaaas, chega de tensão! Cheguei esgostado em Formiga. Queria mesmo era tomar um trago de vodka e relaxar. Dorian leu meu pensamento e foi nos buscar num posto de gasolina com uma absolut de vanilla de baixo do braço. O cara sabe irradiar!

No caminho até a Casa da Lagoa conheci a Vossa Santidade, o Papa, que mais parecia o Nando Reis. O safado ainda me levou boas fichas na primeira rodada de poker, que rolou no dia seguinte.

Loro gasparzinho, com sua camisa na cabeça inconfundível, já foi me receber na porta. Não o via desde a ousadia de Diamantina. Mal cheguei lá e o safado já estava enroscado numa loira! Hahaha! Fui entrando na casa. No meu caminho até o freezer de bebidas parei um pouquinho pra cumprimentar umas cinco gajas. Algumas sóbrias, outras nem tanto... isso porque eram 2h da manhã apenas.

Enfim, umas 10 horas haviam se passado desde a minha saída de Copacabana e eu estava agora preparando o meu destilado. Olhei o notebook eu fui direto botar um The Doors pra tocar, mas ainda faltava alguma coisa. Porra, faltava o essencial!

Eu tava era sentido falta de uma companhia feminina. Olhei ao redor pra ver se encontrava algumas mulheres solitárias mas já estavam todas trocando uma idéia com algum amigo do Dorian. Então, saí papeando com um formigueiro vindo da Espanha e aproveitei pra pegar várias recomendações pra baratear a minha futura ida a Europa.

O sol já ia nascendo e o cansaço estava no limite máximo. Melhor eu ir dormir. No caminho até o meu quarto quase que perco meu sono. Em cima da mesa da cozinha e vi praticamente um engradado de Absolut. Era vodka que não tinha mais fim. É, amanhã vai ser foda!

Acordei meio cansado, mas logo depois de um almoço sem limites de comida isso tudo passou. Botei um Led Zeppelin pra tocar, peguei uma cerva gelada e emendamos no poker eu, Giacomo, Vossa Santidade Nando Reis, Leo e Loro. Saí do jogo com uma vibe muito foda. Subi pra área da casa grudei do lado do freezer pra ficar enchendo a cara. Flamejantes, vodkas, caipiríssimas, cervas e Guarapan. Dorian, esse ai você vai ter que trazer quando você vier pro Rio. Um dos poucos refrigerantes que vale a
pena beber, bom pra caralho!

Já levemente embreagado e falando merda o tempo inteiro, fui tomar um banho. Só que no caminho fui abordado por uma formiga ninfomaníaca (o pior é que ela vai ler isso, rs). Logo depois conheci sua prima, a Tímida. Fiquei zuando as duas por um tempo. Zuei até demais, o álcool é foda! Mas enfim, tava necessitando muito de um banho. Sei que tive que tapar todos os buracos do banheiro pra uma certa formiga não me olhar durante o banho.

Já saí do banheiro no meu frame louco zuador HB 10 catcher. Ahhhh, aii já era, mermão! Vou strondar essa porra toda. Em coisa de 60 minutos já tinha conhecido a população feminina de Formiga inteira. Se não me engano acho que até casei com uma cidadã de lá! Hahaha

Nesses momentos, o tempo voa. Sei que numa hora me vi conversando a sós com a Tímida. De princípio eu já sabia que ia ser beeem difícil, mas vambora! Conversa pra cá, conversa pra lá, um Kino aqui, outro lá. Até que tudo tava indo tudo bem, ótimo!

Bom, senti que já tava na hora de morrer o assunto e partir pro beijo. Haha, quebrei a cara! Quase que eu acabo beijando o cabelo dela! Rs
Olho pra lado e vejo o Juggler isolado com uma moreninha e logo atrás de mim Milord tinha encontrado sua Milady. Bom, “Ela é tímida. não vai querer ficar comigo aqui no meio de todo mundo...”. Desci a escada, passei pela piscina de mãos dadas com ela, e fui pra um lugar mais relax.

Nova tentativa. Não forcei a falta de assunto dessa vez. Me lembro que falei algo bem direto e parti pra cima. Behhhhnn. Tentativa frustada. Ahhhh, minha fúria tava sisnitra!

Persisti mais. Conduzi-a até a parte de fora da festa. Mandei a sinceridade do Zan, se não fosse aquela hora, já era tempo de ligar o foda-se. Bom, não foi...


Então, foda-se! Já tinha falado com todas as gajas da festa. Era só retomar o assunto e bah! Acabei subindo no palco numa furia sisnitra, achei umas baquetas e saí tocando bateria. Rapidinho o dono da bateria apareceu! Hahaha!
Troquei uma idéia com o cara e continuei tocando. Tava todo mundo tão bêbado que o som foi um desastre. Eu mesmo não encostava numa baqueta há mais de um ano. Mas com certeza foi engraçado pra caralho, vai ficar marcado!

Lá no palco mesmo me vêm o Dorian me dizendo que a Tímida tava me procurando, e perguntando porque eu tinha a deixado. Bom, a avistei sozinha e cabisbaixa num canto lá e fiquei com pena... “Não é possível, agora ela tá arrependida!”
Lá foi o Eric com seu coração mole. A levei para uma escada e escalei kino até o Everest. A intensidade era tanta que o contato do beijo já tinha ficado para trás, mas ela não me deixou a beijar... coisa de maluco!

Enfim, deu 10 horas, a polícia bateu lá e acabou com tudo. Já mais furioso que nunca, peguei meu charuto e meu violão pra dar uma relaxada. Nem cheguei a tocar direito e saí com James e Juggler atrás de alguma coisa na cidade. Até que tinha gente na rua, só que voltando pro aconchego dos seus lares. Uma pena! Paramos num podrão pra comer alguma coisa. Juggler totalmente alucicrazy pergunta pra uma criança de 5 anos se o podrão aceitava MasterCard. O pior é que ele tinha fé e ficou esperando uma resposta...

Meu celular some, perco a minha vibe e ainda começo a escutar Zorra Total passando na televisão. Não sei se era por causa da fome, mas eu tava ficando estressado... queria um trago de vodka.

Na volta do caminho pra casa, eu e Juggler abordamos duas mulheres, porém feias. Em coisa de 30 segundos elas entram no carro e ficam do meu lado na banco traseiro. Podia até pegar uma das duas ali, mas não, realmente não valia nem um pouco a pena. Provavelmente iria me arrepender no dia seguinte. Pois é, eu to sóbrio.

Acho meu celular na escada do jardim. Pensei que meu humor iria melhorar mas continuou a mesma coisa. Gotan Project! Boto um belo de um tango moderno, até pra mudar meu state e a formiguinha ninfomaníaca começa a reclamar. Fiquei meio puto e falei alguma merda com ela depois, em 5 minutos ela foi embora, coitada.

Pra finalizar a noite, preparo uma cama de cadeiras e fico deitado filosofando olhando pras estrelas. Se fizesse isso toda noite provavelmte dava pra escrever um livro só de insights...

Buuuum, dormi!

Diariamente

Para calar a boca: rícino
Pra lavar a roupa: omo
Para viagem longa: jato
Para difíceis contas: calculadora

Para o pneu na lona: jacaré
Para a pantalona: nesga
Para pular a onda: litoral
Para lápis ter ponta: apontador

Para o Pará e o Amazonas: látex
Para parar na Pamplona: Assis
Para trazer à tona: homem-rã
Para a melhor azeitona: Ibéria

Para o presente da noiva: marzipã
Para Adidas: o Conga nacional
Para o outono, a folha: exclusão
Para embaixo da sombra: guarda-sol

Para todas as coisas: dicionário
Para que fiquem prontas: paciência
Para dormir a fronha: madrigal
Para brincar na gangorra: dois

Para fazer uma touca: bobs
Para beber uma coca: drops
Para ferver uma sopa: graus
Para a luz lá na roça: duzentos e vinte volts

Para vigias em ronda: café
Para limpar a lousa: apagador
Para o beijo da moça: paladar
Para uma voz muito rouca: hortelã

Para a cor roxa: ataúde
Para a galocha: Verlon
Para ser "mother": melancia
Para abrir a rosa: temporada

Para aumentar a vitrola: sábado
Para a cama de mola: hóspede
Para trancar bem a porta: cadeado
Para que serve a calota: Volkswagen

Para quem não acorda: balde
Para a letra torta: pauta
Para parecer mais nova: Avon
Para os dias de prova: amnésia

Para estourar pipoca: barulho
Para quem se afoga: isopor
Para levar na escola: condução
Para os dias de folga: namorado

Para o automóvel que capota: guincho
Para fechar uma aposta: paraninfo
Para quem se comporta: brinde
Para a mulher que aborta: repouso

Para saber a resposta: vide-o-verso
Para escolher a compota: Jundiaí
Para a menina que engorda: hipofagin
Para a comida das orcas: krill

Para o telefone que toca
Para a água lá na poça
Para a mesa que vai ser posta
Para você, o que você gosta:
Diariamente.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Histórias de Carnaval

Dando fim ao ciclo fanfarrônico de viagens de verão, nada melhor que terminar com um carnaval em Diamantina. Puuuta que pariu, com certeza foi a viagem mais louca da minha vida!

É muuuuuita coisa pra contar. Vou pegar o post do grande Milord como esboço pra não perder tempo. Quem quiser conferir o post original tá aqui: http://dinamicus.blogspot.com/



FOOOOODA !

Sabe tudo aquilo que você vê em filmes como American Pie e Van Wilder??

10 garrafas de whisky, 15 absolut, 30 redbull, 5 jose cuervos, 1 absinto, um beerbong (o famoso “Suga Baby”), uma câmera profissional, 2 crachás de imprensa e uns 20 malucos selecionados dos melhores hospícios do Brasil. Resultado ?? Nem tem graça... LOUCURA TOTAL !



Várias cenas vêm a minha mente:

Dorian comendo a parede bêbado

Dorian doidasso se achando o spider man tarado. O maluco comia parede, hidrante na rua, batia no poste e chamava de "Safada, safada, você gosta, né?..." . Respeito muito, o cara esculacha nas artes venusianas, além de ser melhor comediante que qualquer um do CQC!



James pulando em cima do fogão


Um cara bêbado , pulando em cima de um fogão gritando e cantando. Preciso dizer mais alguma coisa?!


Espeto agarrando uma mulher de toalha, enquanto ela tentava entrar no banheiro

Espeto é um cara de pavil curto e totalmente fanfarrão ( uma combinação perigosa e muito divertida ). Bom, ele estava no banho tranquilão, quando uma mulher bebassa começa a bater super forte na porta querendo mijar... só vejo ele saindo com uma cara de puto pra caralho e toalha na cintura gritando " Quem foi o desgraçado que tava batendo na porta ??!!", a mulher faz um gesto que foi ela ... Ele não pensa 2 vezes! Agarra ela e beija , depois dá um tapão na bunda e fala com uma cara ameaçadora " Nunca mais faça isso!! "




O pseudo menáge a trois do Milord


Numa noite solitária e gelida , estava Milord perdido em Diamantina... andando de mulher para mulher ... quando neste cenário aparece uma menina que fala algo tipo " Niteroi é uma merda ", ou seja isso pra ele era tudo que o rapaz queria ouvir! (como todos sabem, Milord não simpatiza nem um pouco com Niteroi e Petrópolis ) . Ela o reconheceu - pelo visto no dia anterior eu e Milord já haviamos zuado Niteroi juntos.

Só sei que ela tava com uma amiga... já estava ficando com ela, quando a amiga só dava toca pra tudo que é lado, uma metralhadora humana. Até que os três ficaram sentandos. O grande Molird acabou ficando com as duas, foi pra casa delas e ainda acabou com o estoque de Cup Noodles da casa.


Eu acordando com um presunto de padaria embrulhado no bolso


Primeiro dia, eu e Milord tivemos a brilhante ideia de acabar com uma garrafa de José Cuervo enquanto andávamos pela rua parando mulheres com o nosso falso crachá de imprensa. Pra dizer a verdade bebi tanto que nao lembro muita coisa desse dia. Só sei que acordei não sei como na barraca do Max com a cabeça explodindo... Mas esse nao é o ponto! O engraçado foi que quando fui tirar minhas paradas do bolso pra ver se estava tudo ok, coloco a mão numa sacola quente, eram 100 gramas de presunto!- Segundo relatos de testemunhas (as mulheres sobrias da casa), eu tinha roubado durante minha "tour" por Diamantina em uma padaria.


Kenjin pegando amarradasso um barro lá da republica


Hahahah Kenjin ficou bbado , soltou a lingua e virou "playsson "... pegou uma mulher feiona lá na nossa casa! A gente tirou foto, e zoou ele demais. Dorian, o imperdoável, passou a mão na bunda dele enquanto eles se pegavam, e Kenjin falava com uma cara de prazer "Ahh, assim eu me perco! Não to aguentando maaaiss" . Kenjin foi muito zuado, coitado dele rs . Nós vamos strondar muito no Rio ainda! Plaaaaysssson!


Giacomo loucasso abordando todo ser de saia e cabelo grande , com uma persistência que té William Wallace teria inveja


Andar em volta com cara de tarado... mais 2 passos , preparar ... apontar eeeeeeeee... Jogar peito pra frente !!! Obstruir caminho dela e mandar uma zuação bem forte!

Tenho que confessar , o cara pegou mais mulher que eu... mas tava muito engraçado , sem noçao demais... ainda presenciei outra cena HILÁRIA.
Depois de receber um “não”, um “foda-se” e um “vai pra puta que pariu” da mesma mulher, o nosso guerreiro Giacomo não se contenta. Persiiisti até o fim! Depois de alguns minutos ele me volta com um nariz sangrando. Imagine só o que a menina fez com ele!

E a persistencia? Se William Wallace tivesse a mesma de Giacomo, teria conquistado não só a Escócia, como a Inglaterra, Irlanda e França... e Alexandre, o Grande, não teria parado na Índia, chegaria ao Império Maia! Isso ai, vamos cravar a lança da bandeira em todas!

Formiga doidao chegando na mulherada com uma faixa enorme escrito "Igreja Universal do Reino de Vênus "

Resolvemos sair pela rua, eu, Formiga e Milord com uma faixa enorme escrito "Igreja Universal de Venus ", focados na missao de distribuir leite bento entre as "infieis " de Diamantina. Lá as ruas são aquelas de pedra bem pequenas , entao conseguíamos fechar uma rua inteira com a facha, o que de fato faziamos, não deixando as infeis outra opção se não se entregar a Vênus! Formiga se enrolava na faixa e desenrolava na frente dela , enrolava elas também ... "catequizou" algumas fieis e convertou outras . Essas foram algumas horas de intensa "Vigilia de Vênus". O faixa tava tão foda que até a Globo nos filmou. A gente vai ser ver na globo!



Pedir dinheiro pra voltar pra casa


Domingo as 5h da manhã, eu, Formiga, Dorian, Loro e Milord paramos a rua do Burgalhau. Conquistamos uma platéia com nosso violão e chucalho e conseguimos um trocado pra voltar pro Rio de Janeiro. Faziamos dramas e rimas alegando que nossa grana tinha acabado. Olha o que o álcool faz com os seres humanos... boas lembranças!




Beber de graça no último dia


Último dia é clássico da grana acabar. Dessa vez não foi diferente. Tinha apenas 5 reais para comer um macarrão safado pra voltar pro Rio. Estávamos eu e Milord, totalmente desidratados, sedentos e loucos por uma simples garrafa de água de 2 reais. O único pré-requisito pra gente abordar era obter um simples garrafinha de água ou gatorade. No final das contas já tinha bebido um caminhão de água e já estava levemente embriagado. O pré-requisito de água tinha virado álcool. Esse foi o cúmulo da fanfarronissee!


Enfim, depois de sobreviver 5 dias em condições sub-humanas, eu tive um dos melhores carnavais da minha vida. Só guardo boas lembranças e levo boas amizades!

Inté a próxima!

Carpe Vita!!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Traineira

“Merda!”resmunguei após chutar um paralelepipedo solta na rua. A rua mal possuia poste e quem dirá iluminação. Isso tudo misturado com a leve embriaguês, a qual sou fã, me resultou quase num tombo.

Mas dane-se o tombo. Eu tava mesmo é discutindo com o Thadeu qual era o nome do bar que havíamos descobrido na praia do foguete de dia. Pois é, de dia. A noite aquele bairro é mais escuro que uma jabuticada dentro de um túnel sem luz.

“Canseira?” tentou Thadeu. “Transeira?” eu disse não segurando o riso. E parece que uma placa escutou a conversa e resolveu mostrar que sabia mais que a gente. “Traineira” e uma seta a direita dizia a direção do bar.

Chegando lá fui muito bem recebido pelo Marcelão, um surfista cinquentão, gente boa toda vida, que já havia conhecido durante o dia quando estive lá.


(Esse ai não é o grande Marcelo!)

Sentei numa mesa, pedi minha cervejinha e curti o show do Netinho (não é o mesmo do post passado). Vi um chucalho dando bobeira e comecei a chucalhar na mesma hora. Quando percebi, o cara do mesa do lado já tava num outro chucalho também, empolgadasso!

Troquei uma idéia com o Netinho, um paulista idêntico ao Zeca Baleiro com direito a sotaque e tudo. Peguei o violão do lado e comecei a tocar na maior cara de pau. Foda-se. Ele riu pra cacete e levamos um som bacana pra cacete. A primeira música eu fiz questão: Zeeeca Baleiro!



Como se não bastasse, o cidadão folgado aqui se empolgou demais. “Vou improvisar! Vou improvisar!” e lá fui eu relembrando meu tempos de guitarrista. “Uaaauuu, eu ainda sei alguma coisa!”

Preckt!

Eu arrebentei a corda dele num bend. Eu não sabia onde enfiar a minha cara. Talvez a privada limpinha do banheiro seria uma boa escolha.

Depois dessa, chega de show do Eric. Parei de tocar e me juntei ao Thadeu e ao Marcelo num papo maneiro pra cacete. Ele já havia sido um surfista mochileiro que sempre carregava seu violão junto a prancha. Altas histórias e boas risadas!

O bar fechava cedo e já era uma hora da manhã. No outro dia o ex-mochileiro tinha que trabalhar de dia com o seu bar na praia.

Como já era esperado, eu e Thadeu partimos, então, pra Praia do Forte pra conhecer as belas sereias de Cabo Frio. O resto da história já é abusar da memória que tenho da primeira noite de viagem a Cabo Frio.

Carpe Vita!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Camburiú/Floripa Parte I



E era uma segunda-feira quando o telefone tocou. Po, tanta hora pra essa merda tocar e toca logo agora que to enrolado arrumando a bagunça da mundança?!

- Faaala, Eric! Seguinte, to vendo um lance ai pra passar o reveillon em Floripa. Tá a fim?

Era o brother que chamaremos aqui de “Pet”. Mas putz, um reveillon em Floripa? Depois dessa eu desestressei na hora. Afinal, depois de passar tanta merda durante esse ano eu mereço no MÍNIMO um reveillon foda.

Os motivos pra não ir eram muitos. A verba era curta (isso me rendeu 2 dias sem nem um real na carteira), tava tudo em cima da hora, não sabia se o carro era seguro, não sabia nem seu ia ficar em Floripa ou em Balneário Camburiu e ainda ia viajar com o celular quebrado.

Apesar disso tudo, o meu espírito ultra aventureiro corsário Carpe Diem falou mais alto (e ainda bem, porque a viagem foi fodástica!). Vambora, porra!

O cambinado era eu estar quarta-feira, 8h em ponto no apartamento do Pet. Mas foi 8:15 que meu celular deu seus últimos sinais de vida me acordando.

- Cadê você, po? Já tá chegando?
- Em 15 min eu to ai! Relaxa! - Falei com minha voz de sono pro Pet.

Enfiei a cara no chuveiro, ( Isso mesmo. Só deu tempo de lavar a cabeçar pra conseguir acordar, coisa de porco!), engoli um copo de leite, passei a mão na mala e fui embora.

Já em espírito de machileiro sem dinheiro, eu e o Pet (vulgo Giacomo), fomos para o
centro pra finalmente partir pro Sul.

- Bora, cara. O carro é esse ai!

Ai eu abri e porta do carro e me deparei, nada mais nada menos, com o vocalista do Raça Negra! Ele mesmo, em pessoa!


Bom, a percurso de 16h teve de tudo. Sol, chuva, engarrafamento intermináveis, apostas, sono e o mais engraçado: dragões e sereias nos atendendo nos 14 pedágios da ida.

Enfim, chegamos lá as 3 da matina, totalmente destrídos. Então o melhor a se fazer era...

ZUUUAAAAR A POORRRA TOOOOOOODAAA!



Bom, chega de escrever por hoje. Aguardem cenas do próximo capítulo!
Carpe Vita!

The House

Tum, tum , tum…
- Ahhhhhh. Por que botaram a merda do PA ao lado do banheiro? Esqueceram que as pessoas têm ouvido?

Minha raiva foi passando conforme minha bexiga ia esvaziando. Urinar não é simplesmente um alívio, é uma arte! O banheiro apesar de ser pequeno, era bem limpinho e aconchegante. É, o Rio é bem diferente da cidade de onde venho, apesar de próximo.

Mãos cheirosas e secas, bexiga vazia... OPA! Que coisa mais linda!

Cabelo perfeitamente liso, loirinho. Olhos verdes e uma pele cuja tonalidade me atraiu no momento em que olhei. Mas pera ai. Cadê o sorriso? Ela estava numa conversa sem falas com uma amiga, encostada na parede e com um rostinho desanimado. Pensei “Ah, desse jeito eu vou ter que fazer o noite dela valer a pena”.

- Parece que você não gostou muito do seu drink. Acho que vou ficar com ele.

Já com o drink dela na minha mão, finalmente ela sorriu.

- Ahhh, finalmente! Pensei que tinham proibido o sorriso.

- Oi?

Porra, eu odeio o som alto das pistas. Tentei de novo falando colado no ouvido dela.

- Finalmente, hein! Pensei que isso tinham proibido o sorriso.

Putz, que perfume delicioso.

- É que meu pé tá doendo, machuquei lá em baixo.

Confesso que estava um pouco embreagado e não lembro como o decorrer da conversa se deu. Sei que ela morava na Lagoa e se chamava Ísis. Uma linda brasileira no meio de tantas gringas e algumas garotas de programa tentando ganhar uns euros.

Merda, eu odeio quando isso acontece. Assunto acabou. Então...

- Bora dançar um pouco?
- Ah, não. Nem rola.

Na mesma hora, chamou a amiga dela e ficou falando alguma coisa. Fiquei puto. Mas que menina mal educada! Desse jeito fica difícil.

Ah, foda-se. Quero me apaixonar de novo!

Procura-se Loucos Corredores

Procura-se Loucos Corredores



A parada é a seguinte. Estava eu lendo a Runners pegando algumas dicas de respiração pra corridas e descobri uma parada muito foda. Todo ano rola em Floripa uma maratona de 3 dias (21km por dia, dividos pra 3 pessoas) que só passa por trilhas, praias e montanhas com um visual filho da puta.



Pensei, então, "Por que não? Vou fazer uma parada que me amarro, vou ver paisagens sinistras, ainda estendo um pouco a estadia, conheço umas catarinenses e aidna me arrisco novamente pegando umas ondas. Perfeito!"



Tá lançado o desafio. Quam quiser se arriscar, fechar uma equipe comigo e se divertir pra cacete será muito bem vindo (deixa um comentário com o e-mail pra eu poder entrar em contato).

Como toda maratona, tem que começar a se preparar bem antes pra não chegar na linha de chegada gemendo e com a língua pra fora. Esse ano a parada é em abril, dia 2, 3 e 4. Sexta, sábado e domingo. Começando a se preparar em janeiro dá tempo tranquilo.

Se quiser saber mais sobre a maratona tem o site http://www.mountaindo.com.br/

E ai, vai ficar sentado no sofá vendo televisão?

Duro De Matar 5.0

O negócio é o seguinte, tão querendo me matar. Hahaha, não conseguiram!

Feriado... sol... praia... cerveja... cachorros... afogamento...

Foi tudo exatamente nessa ordem. As duas tentativas de assassinato que a minha pessoa sofreu ocorreram em Cabo Frio/RJ.

Às 22:48 da dia 22 de novembro, o senhor Skank e seu brother se fuderam. Se fuderam e muito. Os 2 assassinos da raça rottweiler que estavam comprindo pena em carceiragem foram soltos propositalmente por um idoso numa praia deserta.

As vítimas bateram os récordes dos 2km com obstáculos, pularam cercas e muros para poderam salvar suas vidas de tais abominações. O crime está sendo investigado como tentativa de homicídio qualificado, uma vez que era impossível observar o ato, já que se tratava de uma praia semi-deserta.

Sem bobeiras agora. O que aconteceu aqui embaixo foi bem mais sério. Agora que tá caindo a ficha, era pra eu estar morto, afogado e jogado nas profundesas do mar.

Na verdade, o que aconteceu é que o fodão aqui foi tirar onda com os surfistas e acabou se ferrando. Peguei uma prancha de criança fabricada pela "Brinquedos Bandeirantes" (eu fiz questão de depois ver a marca da fdp) e fui encarar um mar que até surfista local tava se cagando. E o fodão aqui chegou lá no fundo em 30 segundos. Pra voltar também, demorei 30, só que minutos. Foram os 30 minutos que botaram 18 anos de vida em jogo. A regra do jogo era simples: conseguir nadar 60 metros. Fácil, né?

Quando decidi sair da água, já tava nandando uns 10 minutos. Ai que me liguei que não tinha saído do lugar. O desespero bateu, a "prancha" se foi, a adrenalina tomou conta, o fôlego acabou, a força também, a onda bateu, eu afundei, foi ficando tudo escuro e (só faltou mais uma coisa pra continuar a gradação) e eu pisei num banco de areia!

Aí eu fico pensando. É impossível não existir um ser superior a nós. Eu tava no fundo do poço (do mar, pra falar a verdade), no meio de uma correnteza fudida, sem prancha, quase desmaiando e do nada eu piso num banco de areia num tamanho mínimo. Algum cientista pode me explicar isso?

No banquinho de areia recuperei o fôlego (eu tava quase desmaiando) e ai que dei falta da prancha. O meu brother tava mais pro raso no maior perrenque também, com a prancha dele (que era decente). "Volta lá e pega a prancha". Foi isso ai que deu pra gritar. No final das contas, ele teve que voltar pra zona de perigo pra salvar a prancha de brinquedo que era do irmão dele, no raso o cara virou o olho e quase apagou.

Enfim, depois de nadar como dois condenados à cruz, deu pra ficar de pé no raso. Sem comentários nenhum sobre o ocorrido, ainda ouvimos um esporro de um coroa lá. Puta que pariu, eu quase morri e ainda tenho que tomar um esporro por causa disso?

Só sei que agora eu to igual a quando eu saí do hospital. Só de enxer o pulmão de ar já me dá um prazer fdp. Isso sim é Carpe Diem!

Espero que o próximo post seja totalmente diferente desse,

por enquanto é só, Carpe Vita!

Eu sou o Adam Smith

Bem, sei que to anos luz sem postar aqui, mas agora devo voltar a postar frequentemente. O que acabou acontecendo foi que a preguiça foi batendo e deixei de relatar coisas bem interessantes, que agora não vão passar em branco.

Quarta-feira, vestibular do Ibmec, tive que ir pro Rio fazer a maldita prova. Pra não quebrar a tradição de ônibus quebrava, dessa vez o problema era que o ar condicionado pingava na minha janela, o que acabou me molhando, mas estava bem zen. Foda-se o pingo de água.

Já na sala da prova, faltava algum tempo pro início e decidi dar uma enrolada no corredor. Quando abro a porta, me deparo com a coisa mais linda do mundo querendo entrar. Meu Deus, simplismente linda! Bebi água rapidinho e fui logo pra sala pra ver se conseguia falar com ela. Quando entro, ela tava prendendo o cabelo e me olhando. Ah, eu tava apaixonado! E o melhor, ela tava sentada no meu lado. Mas nem tudo é um conto de fadas, a fiscal já estava passando as instruções e esclarecimentos sobre a prova e, se eu passasse bilhetinho, provavelmente iriam achar que era algum tipo de fraude. Nunca mais a vi, uma pena...

Mas vamos ao que interessa, indo pro Rio de ônibus planejei usar o frame de que eu era o Adam Smith. O resultado não podia ter sido melhor, nunca fiz uma prova tão tranquilo, apesar do curto tempo e ainda consegui acertar 82%, melhor resultado de Friburgo.

A partir de hoje, eu sou a reencarnação do Adam Smith em todos os vestibulares de economia do RJ, sem mais.

Por enquanto é só, Carpe Vita!

Ano Novo, Blog Novo

Já que é ano novo, o blog também vai ser. Aliás, vai ser mais ou menos porque eu vou colocar alguns posts antigos nessa joça. Se você leu o primeiro post é porque não tem nada pra fazer, e eu não importo sobre o que você achou do que eu acabei de falar... mas sejam bem-vindo ao meu mega louco mundo totalmente Carpe Vita! Chega, criar blog dá trabalho e eu já estou de saco cheio, por isso a grosseria...